O mercado pet brasileiro vive um dos períodos mais promissores da sua história. O aumento do número de animais de estimação, a humanização dos pets e a busca por produtos e serviços cada vez mais especializados fizeram do setor um dos mais aquecidos do país.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet), o mercado pet brasileiro movimentou aproximadamente R$ 77,96 bilhões em 2025, consolidando o Brasil entre os maiores mercados pet do mundo. Além disso, dados apresentados pela entidade ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) estimam que o país possua cerca de 160,9 milhões de animais de estimação, considerando cães, gatos, aves, peixes e outros animais de companhia.
Esses números explicam por que tantas empresas estão entrando no setor. Todos os dias surgem novos pet shops, clínicas veterinárias, hospitais veterinários, creches, hotéis para pets, pet sitters, marcas de ração, fabricantes de acessórios, planos de saúde animal e até startups voltadas para o universo pet.
Mas existe uma consequência natural desse crescimento: quanto mais empresas surgem, maior fica a disputa por nomes.
Quanto maior o mercado, menor a quantidade de marcas disponíveis
Muitos empreendedores passam semanas escolhendo o nome perfeito para o negócio. Criam a identidade visual, registram o domínio na internet, abrem perfis nas redes sociais e investem em divulgação.
Somente depois descobrem que outra empresa já registrou uma marca semelhante no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Essa situação tem se tornado cada vez mais comum.
O crescimento do mercado significa que milhares de novos pedidos de registro são protocolados todos os anos. Consequentemente, encontrar um nome realmente distintivo e disponível se torna uma tarefa mais difícil.
É exatamente por isso que pesquisar apenas no Google ou verificar se o @ do Instagram está livre não é suficiente.
O CNPJ não protege o nome da empresa
Um dos maiores equívocos entre novos empresários é acreditar que abrir um CNPJ garante exclusividade sobre o nome utilizado.
Na prática, isso não acontece.
A proteção da marca depende do registro perante o INPI, órgão responsável pelos registros de marcas no Brasil.
Isso significa que uma empresa pode estar regularmente constituída, possuir fachada, site, redes sociais e até clientes, mas ainda assim enfrentar dificuldades caso outra marca possua direitos anteriores sobre aquele nome.
O mercado pet é um dos que mais enfrenta conflitos de marcas
Basta observar quantas empresas utilizam palavras como:
- Pet
- Dog
- Cat
- Vet
- Care
- Animal
- Clinic
- Center
Embora essas expressões sejam comuns, elas possuem baixo poder de diferenciação quando utilizadas isoladamente.
Por isso, pequenas alterações na escrita nem sempre tornam uma marca registrável. O INPI analisa diversos critérios, incluindo a possibilidade de confusão entre marcas que identificam produtos ou serviços semelhantes.
Em um mercado tão competitivo, criar uma marca forte significa também criar uma marca distintiva.
Registrar depois pode custar muito mais caro
É comum que o empreendedor deixe o registro para um segundo momento.
Primeiro investe na fachada, nos uniformes, nas embalagens, nos anúncios e na divulgação. Somente quando o negócio começa a crescer surge a preocupação em proteger a marca.
O problema é que, nesse estágio, uma eventual necessidade de trocar o nome pode gerar prejuízos financeiros e perda de reconhecimento junto aos clientes.
Por isso, o momento ideal para verificar a disponibilidade da marca é antes mesmo da inauguração da empresa.
Como a Registratta pode ajudar
Na Registratta, o processo começa pela análise de viabilidade da marca.
Antes de protocolar qualquer pedido no INPI, nossa equipe pesquisa a existência de marcas potencialmente conflitantes, avalia os riscos do registro e orienta o empresário sobre a estratégia mais segura para proteger seu negócio.
Esse cuidado evita que investimentos em identidade visual, publicidade, embalagens e posicionamento digital sejam realizados sobre uma marca que poderá enfrentar obstáculos no futuro.
Conclusão
O mercado pet brasileiro continua crescendo e oferece excelentes oportunidades para quem deseja empreender. Mas esse crescimento também aumenta a concorrência e reduz a quantidade de nomes disponíveis para registro.
Se você pretende abrir um pet shop, uma clínica veterinária, uma marca de produtos para animais ou qualquer outro negócio voltado ao universo pet, proteger a marca deve fazer parte do planejamento desde o primeiro dia.
Antes de investir na divulgação da sua empresa, invista na segurança do seu maior ativo: o nome que representará sua reputação no mercado.
Fontes
Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) – Legislação e procedimentos para registro de marcas.
Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet) – Mercado Pet em Números.
Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – Apresentação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Animais de Estimação (2026).